Quando convidamos a artista plástica Gabriela L. Tores para fazer um mural-grafite dedicado à ciência, sabíamos que seria um desafio – afinal, trata-se de um muro longo e alto (ao todo, 240 m²) e havia muita história para contar.
Gabi – como é mais conhecida – aceitou o convite e, a partir daí, convergiu todos seus esforços para o projeto.
Sua escolha foi baseada não só no talento, mas também no fato de ela ser jovem, o que vem ao encontro de uma das principais missões do CBPF e de tantas outras instituições científicas modernas no mundo: motivar os jovens a abraçar a ciência, em suas mais diversas expressões, como carreira profissional.
Sou carioca e meu amor pelas Artes Visuais vem de berço. Gosto de trabalhos artísticos como ilustração de livros, arte urbana, digital, clássica, ou seja, tudo que possa usar a arte com emoção e provocar também emoções nas pessoas.
Desde muito criança, via diariamente meu pai pintando em um pequeno ateliê em casa e me sentia também muito impulsionada pelo esforço e dedicação de minha mãe. Inspiração e transpiração! Nasci praticamente com um lápis na mão, determinação e objetivos. Recentemente resolvi estudar a fundo pintura e desenho e desde então não me vejo fazendo outra coisa!
“O projeto do CBPF foi um desafio permanente, pois não tenho formação na área de física, apesar de gostar do tema desde os anos do ensino médio. Quando conheci de perto o CBPF, seus pesquisadores, suas pessoas dedicadas à história da ciência, acabei por me maravilhar.
Dediquei-me, então, com todo carinho, pois logo percebi que se tratava de algo muito original. Nas reuniões, surgiu a ideia de inserirmos enigmas que pudessem aumentar a interação do público com o mural.
Conheço e estudo diversos murais-grafites e me apaixonei mais ainda pelo projeto quando percebi que esta interação com público seria única e estávamos trazendo um conceito inovador para este tipo de arte urbana.
O trabalho com o CBPF foi demais! Ele me permitiu ver o mundo de outra forma; em especial, perceber o valor da ciência e de como ela está tão próxima de nós, mas, às vezes, nem a percebemos.”
Gabi Tores (artista plástica)